Birthday of intense cello virtuoso Jacqueline Du Pré (Jan. 26, 1945 - 1987), whose career and life was tragically cut short by multiple sclerosis…
When Jackie played she was always in motion…
(via blogthoven)
A Momentary Lapse of Reason
Jan 27
(via blogthoven)
Feb 19
It’s Alive!!!E já que estamos numa onda de música dita “clássica”, aqui vai mais um concerto ao vivo. Desta vez lembrei-me da interpretação histórica do Quinteto “A Truta” de Franz Schubert, por cinco músicos de enorme talento e que estavam na flor da idade. O texto é longo, já sei, mas não consegui reduzir mais.
Mas comecemos pelo compositor. Franz Schubert nasceu em Viena, Áustria, em 1797. Filho de pai professor e mãe doméstica, recebeu a primeira instrução musical do seu pai (com quem aprendeu violino), do irmão mais velho, Ignaz e do organista da paróquia de Liechtenthal, Michael Holzer. Em 1808 foi aceite no coro da Capela Imperial assim como no Seminário Real, onde se tornou num aluno excepcional. Foi neste período que tomou contacto com a música da Haydn, Mozart e Beethoven. Em 1812 decidiu abandonar a escola e tornar-se professor, tornando-se assistente do seu pai. Em 1814 a sua Missa em Fá maior foi estreada em Viena e também nesse criou a primeira canção baseada num poema de Goethe – o primeiro de muitos. No ano seguinte escreveria cerca de 144 canções, uma sinfonia, duas Missas e muitos outros trabalhos. Em 1819 escreveu a peça alvo deste post, o Quinteto “A Truta”, além da oratória Lazarus, a Fantasia Wanderer e o Quarteto em Dó menor. Em 1822 Schubert contraiu sífilis e durante a sua estadia no hospital criou o ciclo de canções Die Schöne Müllerin, que falava sobre um rapaz que se apaixonava por uma linda rapariga que trabalhava num moinho e por quem era rejeitado, suicidando-se. Esta condição de saúde, aliada à sua condição social e económica precária fizeram com que Schubert nunca casasse. Em 1824 Schubert escreve o Quarteto de Cordas em Lá menor e o Grande Duo para piano a 4 mãos. No ano seguinte compôs a sua Nona Sinfonia, “A Grande”. Os seus dois últimos anos de vida, 1827 e 1828 viram a criação de grandes obras primas por parte de Schubert: o ciclo de canções “Die Winterreise” que inclui 24 poemas de autoria de Wilhem Müller e conta a história de um jovem rapaz que, após ser rejeitado pela sua amante, parte numa jornada por uma terra desolada pelo Inverno, afundando-se cada vez mais no seu desespero a cada canção. Compôs ainda os Momentos Musicais e as suas últimas três sonatas para piano e terminou o conjunto dos Improvisos para piano. A sua saúde começou a declinar de forma irreversível em 1828 e em Novembro desse ano faleceu, aos 31 anos de idade, tendo sido enterrado ao lado de Beethoven – por quem ele tinha enorme consideração: “I still hope to be able to make something of myself, but who can do anything after Beethoven?”.
É impossível dissociar a sua música da sua personalidade e da sua vida, transmitindo sentimento a cada nota. É considerado um dos grandes escritores de melodias e, em conjunto com Beethoven, um dos melhores criadores de sinfonias do seu tempo. Um dos maiores compositores de todos os tempos, sem dúvida. A interpretação aqui escolhida do Quinteto “A Truta” tem como intérpretes (desculpem a redundância) cinco músicos de renome, alguns até os mais distraídos reconhecem. São eles: Daniel Barenboim no piano; Jacqueline Du Pré no violoncelo; Zubin Mehta no contrabaixo; Pinchas Zukerman na viola e Itzhak Perlman no violino. Todos virtuosos e dos melhores intérpretes que já se pôde ouvir (e ainda se ouve). Daniel Barenboim nasceu na Argentina em 1942, filho de pais descendentes de Russus Judeus. Começou a ter aulas de piano aos cinco anos, com a sua mãe e com apenas sete anos deu o seu primeiro concerto em Buenos Aires (será preciso dizer mais?). Estreou-se como pianista em Viena e Roma em 1952, o que levou a que iniciasse o contacto com os maiores músicos da época como Furtwängler, Stowkowski e Nádia Boulanger. Destacou-se como pianista tanto em música de câmara como solista em concertos com orquestra mas também como Maestro. Jacqueline Du Pré nasceu em Oxford em 1945. Aos cinco anos, ao ouvir o som do violoncelo na rádio Jacqueline decidiu que era aquilo que queria fazer da sua vida e tornou-se numa das maiores virtuosas do instrumento. Estudou com os grandes como Casals ou Rostropovich e ao gravar em 1965 o Concerto para Violoncelo de Elgar estabeleceu-se definitivamente como uma estrela. Em 1967 casou-se com Barenboim. Em 1973 foi-lhe diagnosticada Esclerose Múltipla e a sua saúde foi-se deteriorando até que em 1987 faleceu com 42 anos de idade.
Zubin Mehta é mais conhecido como Maestro e na altura desta gravação já não tocava profissionalmente contra-baixo há dez anos. Nascido em Bombaim em 1936, recebeu a primeira instrução musical do seu pai, Mehli Mehta, o fundador da Orquestra Sinfónica de Bombaim. Em 1954 rumou a Viena para se tornar Maestro, acabando em 1961 por se tornar o Maestro das Orquestras Filarmónicas de Viena, Berlim e Israel. Desde 1985 é o Maestro principal do Teatro del Maggio Musicale Florentino em Florença, sendo a sua lista de realizações extensa.
Pinchas Zukerman nasceu em Tel Aviv em 1948 e começou a estudar música com o seu pai, primeiro com o clarinete e mais tarde com o violino. Em breve teria lições com Llona Feher e veio para os E.U.A. em 1962 com o apoio de Isaac Stern, Pablo Casals e das fundações América-Israel e Helena Rubenstein, onde fez os seus estudos na Juliard School. Além de fazer com frequência música de câmara, Zukerman tornou-se também Maestro. Além da ser Director Musical na Orquestra do Centro Nacional de Artes do Canadá, faz parte da direcção do Programa de Performance Pinchas Zukerman na Escola de Música de Manhattan e foi pioneiro no uso da tecnologia de aprendizagem à distância nas artes. Por fim, temos Itzhak Perlman, violinista e talvez mais conhecido por muita gente pela sua participação na banda sonora do filme sobre o Holocausto de Steven Spielberg, “A Lista de Schindler”. Nascido em Tel Aviv em 1945, completou a sua instrução musical inicial na Academia de Música de Tel Aviv. Mais tarde mudou-se para Nova Iorque, estudando na Juliard School e cedo se tornou internacionalmente reconhecido, aparecendo desde então com as maiores orquestras e em recitais e festivais em todo o Mundo. Já ganhou quatro Emmys, mais recentemente pelo documentário do canal PBS “Fiddling for the Future”, um filme sobre o Programa de Música de Verão Perlman e sobre o seu trabalho como professor e responsável pelo programa. Também já ganhou quinze Grammys.
Esta gravação inédita faz parte de um documentário filmado por Christopher Nupen. Tem uma pequena introdução onde se fazem as apresentações dos vários músicos e se mostra o ambiente informal e descontraído e a amizade que os unia, seguida então do Quinteto, que começa no segundo vídeo por volta dos 5:30. Espero que gostem. Se não conhecem esta obra prima da música ocidental, ver esta gravação é obrigatório! Fontes: http://library.thinkquest.org/22673/schubert.html http://www.schubertsmusic.com/ http://www.jacquelinedupre.net/ http://www.danielbarenboim.com/ http://www.zubinmehta.net/ http://www.pittsburghsymphony.org/pghsymph.nsf/bios/Pinchas+Zukerman http://www.concertartist.info/biog/PER001.html http://www.allegrofilms.com/home/ Jubylee |
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