A Momentary Lapse of Reason

Jan 16
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The Artist main theme - George Valentin - Ludovic Bource

Oct 12
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[PODE CONTER SPOILERS]

Este calhei a ir ver por acaso. Não estava nos meus planos ir a qualquer uma das sessões programadas da Festa do Cinema Francês. Tive um bónus! Sinceramente, pensei que ia apanhar alguma seca num filme intelectual qualquer. Bem, este também é um bocadito, mas eu gostei (humm…estarei a tornar-me numa pseudo?? Nooooooo).
Adiante. O filme era “The Artist” e retrata a história de um actor de cinema apanhado na transição para o filme sonoro. O fundo é este. Pleno século XX, o cinema ainda era uma novidade e recebia muita atenção.
George Valentin é um galã do filme mudo, com imenso sucesso na companhia do seu fiel companheiro. Mas em breve o seu futuro poderá não ser tão risonho, quando o evento do som, que ele desdenha ao primeiro contacto, começa a ganhar adeptos. Enquanto o seu sucesso começa a falhar, a actriz Peppy Miller, por quem caiu de amores no pico do seu êxito, inicia a sua ascenção no mundo do Cinema.
Achei muita piada a este filme porque tem uma apresentação muito fora do habitual e que não sei se terá muito sucesso. Já não estamos habituados a filmes mudos…eu, pelo menos estranhei um pouco no início. Além disso, achei que é uma homenagem aos filmes mudos muito bem conseguida. Está lá tudo: a forma exagerada como os actores agiam nos filmes para compensar a falta de audição dos diálogos. A forma como as estrelas eram vistas pelo público na dita época de ouro do cinema, a falha em interpretrar as personagens quando tinham de incluir a voz nessa interpretação, as críticas e opiniões de quem singrou no cinema sonoro logo depois desse evento surgir, a queda daqueles que não conseguiram fazer a passagem, a sociedade da altura (onde se inclui o crash de 1929).
Apesar de ser um filme produzido em França, conta com vários actores norte-americanos: James Cromwell, John Goodman, Missi Pyle, Malcom McDowell, Penelope Ann Miller.
Se alguma vez estrear nos cinemas portugueses aconselho vivamente o visionamento deste filme. Na Festa do Cinema Francês este filme só esteve em Lisboa, dia 6 de Outubro, infelizmente. Mas ainda têm muito por onde escolher em várias cidades do país. Por mim, estou a pensar em ir a Almada ver os filmes de animação de Sylvain Chomet, dias 15 e 16 de Outubro nas matinés.
Outro bónus que tive foi ver em ecrã gigante, o filme “Voyage dans la lune”, da autoria de um dos pioneiros do cinema, George Méliès - neste caso a versão colorida, que se pensava perdida. Pelos vistos foi encontrada em 1993 em Barcelona em estado muito lastimável e, pensava-se, irrecuperável. O senhor que a adquiriu tentou restaurá-la e conseguiu descolar o filme. Mais tarde conseguiram digitalizar toda a película e o resultado muito acima do razoável. Especialmente, tendo em conta que a banda sonora foi da autoria da banda francesa Air. Espero que se estrear, passem a curta (que na altura era longa) do Méliès antes.

Mais info: Festival do Cinema Francês - 12.ª Edição

Jubylee

(via shootthedevil)



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